
Inimigos De Inri Crist
Anarquia sonora feita em série
Formado em 2010, numa época em que o cenário musical ainda resistia ao experimental e à provocação, o projeto Inimigos de Inri Crist nasceu como resposta artística ao conformismo — uma fusão entre o caos industrial e a inquietação eletrônica. Mais que música, é um ato performático de resistência e crítica social.
O nome é uma provocação direta aos chamados “Cidadãos de Bem”, figura recorrente na moralidade social brasileira. Ao subverter esse rótulo em títulos como "Cidadão de Bem", o projeto transforma sarcasmo em arma conceitual, desmascarando contradições e incomodando justamente quem mais se incomoda.
Sonoridade: Entre concreto e vapor
As composições mergulham na fronteira entre o techno hardcore e o industrial experimental, misturando timbres de ferramentas como parafusadeiras, betoneiras e sons de vapor com batidas cruas e loops distorcidos. Tudo é produzido no software G-Stomper, operado via smartphone Android, disparando camadas sonoras que são mixadas ao vivo com o Korg Kaossilator, passando por uma mesa Lelong LE-709 e finalizadas no Korg Kaospad, criando atmosferas imprevisíveis e agressivas.
O resultado é uma performance sonora caótica e ritualística, sem compromisso com rótulos — livre para perturbar, provocar e desconstruir.
A Mente por trás da máquina
Marino Filho é responsável por programações, batidas, teclados e design. Criador das composições e da estética visual, apresenta-se ao vivo com uma máscara de solda cravejada de rebites e figurinos sofisticados — às vezes um terno, compondo a tensão entre o grotesco e o elegante. É uma presença que não apenas executa, mas confronta.
Performance ao vivo: Tecnologia e transgressão
Durante anos, o projeto esteve confinado à produção digital, esbarrando nas limitações tecnológicas e no receio de casas e clubes em abrir espaço para algo tão debochado, perturbador e não comercial. Hoje, com os avanços tecnológicos e uma dose de coragem, Inimigos de Inri Crist se apresenta ao vivo com uma estrutura portátil, intensa e sarcástica — derrubando barreiras entre público e desconforto.
Manifesto em frequência
"Inimigos de Inri Crist" não é um projeto para todos — e nem pretende ser. É para quem aceita a provocação, encara o conflito e sabe que a arte também serve para rasgar certezas. É anarquia caótica feita em série, e está pronto para atravessar bolhas, nem que seja para causar desconforto.
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